Visão Executiva

Visão Executiva

Diagrama: pessoas, inteligência artificial e os seis pontos de vista desta visão (ESP, ARC, QA, IMP, GTI, PDP)

O Framework SinergIA define como desenvolver e sustentar sistemas com uso intensivo de IA — processo, artefatos, validações e governança. É referencial de trabalho institucionalmente auditável.

  • Amarrar entregas a requisitos, evidências e papéis de validação explícitos.
  • Impor rastreabilidade e validação em múltiplas camadas (IA e humano onde couber).
  • Escalonar rigor por criticidade via modos de aplicação (Ágil, Essencial, Completo).
6 pontos de vista Os eixos são ESP, ARC, QA, IMP, GTI e PDP.
3 papéis Validação técnica, de negócio e de dados (privacidade) sobre insumos e gates definidos.
3 modos Ágil (baixa), Essencial (média) e Completa (alta criticidade) — proporcionalidade ao risco.

Objetivos e posicionamento

Reduz improviso, perda de contexto e entregas sem prova — com IA acelerando dentro de limites explícitos.

O que o modelo cobre

Especificações frágeis, código pouco padronizado, retrabalho recorrente, dependência de programadores específicos, perda de conhecimento técnico e baixa rastreabilidade entre necessidade, decisão, implementação e auditoria. O SinergIA responde com papéis, artefatos modulares e exigências de evidência por ponto de vista.

  • Documentação como consequência do processo, não retrato posterior.
  • Regras de nomenclatura, vínculos entre artefatos e linter de governança onde prescrito.
  • Proporcionalidade: o conjunto mínimo depende do modo e da criticidade.
Referencial, não produto Modelo de processo e governança — não ferramenta, plataforma ou prescritor de qual modelo de IA usar; a organização escolhe stack e fornecedores.
Público TI, negócio, auditoria, encarregado de dados e gestão de risco.

Princípios normativos

Cinco exigências transversais do SinergIA — cada uma com âncora na documentação do hub.

Princípio 1

Rastreabilidade integral

Da história ao efeito em produção, com vínculos explícitos.

Princípio 2

Validação em múltiplas camadas

IA em contextos distintos e humano quando prescrito.

Princípio 3

Supervisão humana obrigatória

Briefings por papel; intervenção em divergências e gates.

Princípio 4

Evidência mínima obrigatória

Cada fase deixa prova ligada ao artefato, não só declaração.

Princípio 5

Proporcionalidade

Rigor conforme criticidade, sensibilidade e complexidade (modos de aplicação).

Estrutura do framework

ESP

Especificação

Requisitos, histórias, regras, integrações, UX e critérios de aceite.

ARC

Arquitetura

Descoberta, concepção e decisões arquiteturais; orquestração técnica no ciclo com IA.

QA

Qualidade

Validação técnica, testes, análise estática e métricas de qualidade com apoio de IA.

IMP

Implementação

Construção, testes, evidências e vínculo explícito com a especificação.

GTI

Governança de TI

Papéis, mudanças, riscos, conformidade, auditoria e uso de IA no ciclo.

PDP

Proteção de dados pessoais

Bases legais, minimização, retenção, DPIA/RIPD e incidentes quando aplicável.

1 · ESP

Histórias, requisitos e critérios de aceite estruturados.

2 · ARC

Descoberta, concepção e decisões arquiteturais antes e durante a construção.

3 · QA

Validação técnica, testes e barreiras de qualidade sobre o que humanos e IA produzem.

4 · IMP

Construção com validação cruzada, evidências e vínculo às histórias.

5 · GTI

Governança de TI atravessa o ciclo: decisões, mudanças, riscos, conformidade e evidências para auditoria.

6 · PDP

Proteção de dados pessoais e controles de privacidade de ponta a ponta.

Três níveis de rigor (Ágil, Essencial, Completo): o conjunto mínimo de artefatos, validações e segregação sobe com a criticidade, a sensibilidade dos dados e a complexidade do contexto.

Modo Ágil
Ilustração do modo de aplicação Ágil (baixa criticidade).

Baixa criticidade

Protótipos, MVPs e ferramentas internas de baixo impacto. Os seis eixos ESP, ARC, QA, IMP, GTI e PDP entram de forma proporcional (ênfase típica em ESP, ARC e IMP; QA, GTI e PDP conforme aplicabilidade); validação primária por IA e evidências mínimas.

Modo Essencial
Ilustração do modo de aplicação Essencial (média criticidade).

Média criticidade

Sistemas internos ou suporte operacional sem alto risco de dados sensíveis. Os seis pontos de vista com preenchimento conforme aplicabilidade; histórias ESP agrupadas tematicamente; GTI e QA reforçados quando o contexto exigir.

Modo Completo
Ilustração do modo de aplicação Completo (alta criticidade).

Alta criticidade

Dados sensíveis, impacto relevante, obrigação legal ou dependência crítica. Rigor máximo nos seis eixos onde aplicável, onze tipos de história ESP quando prescritos, repositórios segregados, validação tripla onde aplicável, linter em gates e cobertura de testes definida (ex.: ≥ 80%).

Supervisão humana

O SinergIA não inventa novos cargos. Ele organiza papéis de validação sobre insumos e checkpoints concretos.

Visão geral: papéis de supervisão humana sobre o ciclo com uso de IA.
Papel 1

Validador Técnico

Segurança, arquitetura e infraestrutura; obrigatório em divergência relevante entre engines, gates de produção e mudanças arquiteturais grandes.

Papel 2

Validador de Negócio

Valor, escopo, usabilidade, regras de negócio e aceite; briefings nos pontos de decisão de interface e fluxo.

Papel 3

Encarregado de Dados

Dados pessoais, linhagem, retenção, RIPD e incidentes; intervenção obrigatória em alto risco.

Modelo de aplicação

Tradução operacional do framework para um contexto concreto — porte do sistema, criticidade, sensibilidade dos dados e arranjo contratual. Define como qualquer ferramenta, com ou sem IA, deve operar para que cada entrega seja rastreável, validável e auditável.

O que é

Camada de processo e governança

Não substitui Scrum/Kanban nem prescreve produtos (Cursor, Copilot, Claude, SonarQube, GitHub Actions). Orienta o uso das ferramentas escolhidas pela organização com regras operacionais sobre papéis, artefatos, validações, evidências e gates.

Para que serve

Reduz improviso, governa IA, sustenta auditoria

Amarra cada entrega a requisito, evidência e papel de validação; submete o uso de IA a supervisão humana proporcional; e liga necessidade → requisito → decisão → código → teste → entrega para auditoria institucional.

Onde se encaixa

Ponte contratual sem invadir a contratada

Define o que a contratante fiscaliza (resultado, conformidade, evidência, rastreabilidade, aceite) preservando a gestão interna da contratada. Escala por modo (Ágil, Essencial, Completo) conforme a criticidade.

7 componentes obrigatórios Modo, pontos de vista aplicáveis, papéis de validação, artefatos mínimos, gates, política de evidências e regras de uso de IA.
4 eixos de governança Processo; qualidade e segurança; rastreabilidade e auditoria; organização da fábrica.
3 modos calibrados Ágil, Essencial e Completo — proporcionais à criticidade, à sensibilidade e à complexidade do contexto.

Riscos reconhecidos pelo framework

O modelo admite que governança mal calibrada ou performática também gera risco operacional e reputacional. Esses riscos não ficam só declarados: cada um abaixo traz o risco em destaque e a mitigação ou contramedida já incorporada ao desenho do SinergIA.

Risco 1
Ilustração: risco de burocracia excessiva.

Burocracia excessiva

Risco: artefatos e checkpoints em excesso inviabilizam projetos simples e desaceleram a entrega.

Ilustração: modos de aplicação proporcionais à criticidade.

Mitigação adotada: três modos de aplicação (Ágil, Essencial, Completo) que escalonam o conjunto mínimo de artefatos e validações conforme criticidade, sensibilidade e complexidade.

Risco 2
Ilustração: risco de conformidade de fachada.

Conformidade de fachada

Risco: artefatos vazios ou “caixa marcada” só para cumprir linter ou rito, sem conteúdo auditável.

Ilustração: evidência mínima e revisão humana nos gates.

Contramedida adotada: evidência mínima obrigatória ligada a artefatos, revisão humana qualificada nos gates e uso disciplinado do linter como apoio, não substituto de julgamento.

Risco 3
Ilustração: risco de dependência e má calibração da IA.

Dependência e má calibração

Risco: dependência excessiva de IA, autonomia mal escolhida ou equipe imatura, reduzindo ganho real e aumentando falhas silenciosas.

Ilustração: supervisão humana e validação em múltiplas camadas.

Mitigação adotada: supervisão humana obrigatória com papéis explícitos, validação em múltiplas camadas (incluindo humano onde prescrito) e escolha de rigor alinhada ao risco — sem tratar IA como caixa-preta sem freios.

Em uma frase

O SinergIA trata IA como acelerador dentro de processo mensurável: mais velocidade com responsabilização, trilha de auditoria e conformidade proporcional ao risco — ponto crítico em ambientes públicos e regulados.