Matriz conceitual (três eixos) (S)
Esta página apresenta uma matriz conceitual do SinergIA em três eixos: o que o negócio pede (histórias), em que condições a solução pode existir (realidades de entrega) e como se controla e audita (governança e conformidade). Nos cruzamentos aparecem artefatos que materializam decisões e rastreabilidade.
Por que três eixos ajudam — e onde o modelo falha
Seção intitulada “Por que três eixos ajudam — e onde o modelo falha”Pontos fortes. O encaixe de artefatos (PRD, ADR, evidências) nos cruzamentos reforça que o framework não é só taxonomia: é rastreabilidade entre intenção de negócio, capacidade de entrega e controle.
Limitações. No SinergIA, GTI, GDA e PDP são pontos de vista com o mesmo tipo estrutural que ESP, INF, PRO e IMP; chamar um deles só de “governança” pode sugerir que os outros não também disciplinam o trabalho (evidências, checklists, publicação) — o que não é verdade. Além disso, preencher todas as combinações história × realidade × governança gera células vazias ou forçadas. Documentos como VIS, BRD e PRD são transversais e costumam vir antes de muitas histórias; não devem aparecer apenas como “célula única” de um cubo.
Por isso, abaixo usamos exemplos ilustrativos e fatias em 2D, não um hipercubo completo.
Os três eixos
Seção intitulada “Os três eixos”1. Histórias de negócio e de solução (H*)
Seção intitulada “1. Histórias de negócio e de solução (H*)”Unidades de necessidade rastreáveis: do institucional ao usuário, sistema, integração, conformidade, etc. O ESP — Especificação concentra a família principal (HNI, HNE, HNU, HS, HRD, HUX, HC, HAI, HAC, HIVC, HI).
HNI (História de Negócio Institucional) representa aqui o polo “alto” do eixo; as demais siglas H* seguem a mesma lógica de leitura da matriz.
2. Realidades (capacidade e entrega)
Seção intitulada “2. Realidades (capacidade e entrega)”Condições e meios pelos quais as histórias “existem” no mundo: infraestrutura, prototipação, implementação.
| PV | Papel na matriz |
|---|---|
| INF | Requisitos de infraestrutura, ambientes, CI/CD, observabilidade — INF — Infraestrutura |
| PRO | Prototipação e validação visual/UX (use PRO, não “PROT” ou “PV-prot”) — PRO — Prototipação |
| IMP | Construção, testes, entrega — IMP — Implementação |
3. Instrumentos de governança e conformidade
Seção intitulada “3. Instrumentos de governança e conformidade”Controle, decisão registrada, dados pessoais e alinhamento institucional.
| PV | Papel na matriz |
|---|---|
| GTI | Decisões de arquitetura e TI — GTI — Governança de TI |
| GDA | Modelagem e ciclo de dados — GDA — Governança de Dados |
| PDP | Privacidade e proteção de dados — PDP — Proteção de Dados |
Quando fizer sentido, SIS — Sistemas em Sustentação entra como contexto de realidade ou governança operacional, conforme o exemplo.
BRD e PRD — dois documentos, dois papéis
Seção intitulada “BRD e PRD — dois documentos, dois papéis”Regra: Business e Product não são intercambiáveis — são dois artefatos.
| Sigla | Significado | Papel |
|---|---|---|
| BRD | Business Requirements Document | Requisitos de negócio: contexto, objetivos, restrições; insumo para o PRD e para histórias. |
| PRD | Product Requirements Document | Requisitos de produto: escopo, funcionalidades, critérios de sucesso do que será entregue. |
No monorepo SinergIA, BRD e PRD ficam no ESP, pasta 01-visao-geral/ (ver Estrutura & Convenções). Não são histórias H*; convivem com elas como documentos estruturantes.
Referência de organização documental (projeto ilustrativo): EBDbe — Documentação (seções BRD, PRD e arquitetura).
TDD — desenho técnico (bloco separado)
Seção intitulada “TDD — desenho técnico (bloco separado)”TDD aqui significa Technical Design Document: desenho técnico da solução (contratos, fluxos de implementação, detalhes para construção). Não substitui BRD nem PRD.
No SinergIA, documentos desse tipo se alinham ao que o repositório trata na IMP, em 03-decisoes/ (TDD, API, etc.), conforme a árvore de artefatos.
ADR — família de decisões
Seção intitulada “ADR — família de decisões”ADR (Architecture Decision Record) no SinergIA aparece como família de registros, com prefixo do ponto de vista: por exemplo GTI-ADR, INF-ADR, GDA-ADR, PDP-ADR. Ver índice de artefatos e pastas 03-decisoes/ de cada PV.
Esta página não usa as siglas 9ADR ou TDB como vocabulário do framework.
Diagrama conceitual (eixos e artefatos)
Seção intitulada “Diagrama conceitual (eixos e artefatos)”flowchart LR subgraph eixoHist [Eixo_Historias] HNI[HNI_e_H_star] end subgraph eixoReal [Eixo_Realidades] INF[INF] PRO[PRO] IMP[IMP] end subgraph eixoGov [Eixo_Governanca] GTI[GTI] GDA[GDA] PDP[PDP] end HNI --> BRD[BRD] BRD --> PRD[PRD] PRD --> HNU[Ex_HNU_HS] HNU --> TDD[TDD_IMP] GTI --> ADR[ADR_familia] PDP --> ADR INF --> ADR GDA --> ADRLeitura sugerida: histórias e documentos de visão (BRD → PRD) alimentam o detalhamento; TDD e ADR materializam decisões técnicas e de governança em IMP e nos PVs correspondentes.
Exemplos ilustrativos (células pontuais)
Seção intitulada “Exemplos ilustrativos (células pontuais)”Estas linhas não esgotam a matriz; apenas mostram cruzamentos plausíveis.
| História / origem | Realidade | Governança / conformidade | Artefatos exemplares |
|---|---|---|---|
| Necessidade institucional (nível HNI) | — | Alinhamento com políticas de TI | BRD, depois PRD; GTI-ADR para decisões de plataforma |
| HNU derivada de PRD | PRO | — | Protótipo, ligação a STY / evidências em ESP |
| HS (história de sistema) | IMP | GTI | Código, testes, TDD, GTI-ADR |
| Dado pessoal ou sensível em requisito | IMP / INF | PDP | PDP-ADR, RIPD quando aplicável |
| Modelagem ou persistência | IMP | GDA | GDA-ADR, ERD em GDA |
| Pipeline e ambiente | — | INF + GTI | INF-ADR, histórias HII/HIS, evidências de CI/CD |
Glossário rápido
Seção intitulada “Glossário rápido”| Termo | Nota |
|---|---|
| HNI | História de Negócio Institucional; representa o polo institucional do eixo histórias. |
| PRO | Prototipação; sigla canônica do framework (não “PROT”). |
| ADR | Registro de decisão arquitetural; família com prefixo do PV. |