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Fases 6 a 9 — Implementação, QA, homologação e implantação (S)

A implementação assistida por IA só deve ocorrer após a história estar em estado Ready for Dev, com:

  • requisito vinculado;
  • critério de aceite;
  • caso de teste definido;
  • arquitetura suficiente;
  • dados e restrições conhecidos;
  • definição de evidência esperada.

A implementação está vinculada à construção com testes, evidências e amarração explícita com a especificação — ver IMP — Implementação.

UsoPermitido?Condição
Gerar código a partir de história especificadaSimCom revisão e testes
Refatorar componenteSimSem alterar comportamento sem registro
Criar testes unitáriosSimDevem corresponder aos CTs definidos
Sugerir melhoria arquiteturalSimSe virar ADR quando relevante
Criar código sem históriaNãoSalvo spike controlado
Alterar regra de negócio por sugestão da IANãoExige validação de negócio
Introduzir dependência novaCom restriçãoExige justificativa e scan
Corrigir bug sem evidênciaNãoDeve haver issue, teste e evidência
ClasseProdutos sugeridos
IDE assistida por IACursor, GitHub Copilot, JetBrains AI, Codeium/Windsurf
Agente de codificaçãoClaude Code, Codex, Cursor Agent
Revisão de códigoGitHub Copilot Code Review, SonarQube, CodeRabbit, Snyk Code
Documentação assistidaChatGPT, Claude, Gemini, NotebookLM
Testes assistidosGitHub Copilot, CodiumAI/Qodo, Playwright Codegen

A fábrica deve evitar “vibe coding”, isto é, código produzido sem lastro documental. No contexto SinergIA, toda implementação deve responder:

  1. Qual necessidade originou isso?
  2. Qual história autorizou isso?
  3. Qual critério de aceite será usado?
  4. Qual caso de teste comprova?
  5. Qual evidência será entregue?
  6. Qual decisão técnica sustenta?
  7. Qual pessoa validou?

Os testes devem nascer na especificação e ser executados depois da implementação.

Especificação
→ define critérios de aceite
→ define casos de teste
→ orienta implementação
→ testes são automatizados/executados
→ evidência comprova entrega
TipoMomento de definiçãoMomento de execuçãoFerramentas
Teste de critério de aceiteEspecificaçãoHomologação/sprintJira, Zephyr, Xray, TestRail
Teste unitárioEspecificação técnica/implementaçãoPipelineJest, Vitest, JUnit, PyTest
Teste de integraçãoArquitetura/implementaçãoPipeline/homologaçãoPostman, Newman, REST Assured
Teste E2EEspecificação de fluxoHomologação/pipelinePlaywright, Cypress, Selenium
Teste de regressãoApós estabilizaçãoPipeline/releasePlaywright, Cypress
SASTImplementaçãoPR/pipelineSonarQube, Semgrep, Snyk
DASTHomologaçãoPré-releaseOWASP ZAP, Burp Suite
Teste de acessibilidadeUX/especificaçãoHomologaçãoaxe DevTools, Lighthouse
Teste de cargaArquitetura/NFRPré-releasek6, JMeter, Gatling
GateCritério sugerido para médio porte
BuildSem erro
LintSem erro bloqueante
Testes unitários100% dos testes passando
CoberturaMeta inicial entre 60% e 80%, conforme criticidade
SonarSem blocker/critical não justificado
DependênciasSem vulnerabilidade crítica aberta
E2EFluxos críticos passando
DASTSem vulnerabilidade alta/crítica sem plano
AcessibilidadeFluxos principais verificados
EvidênciaRelatórios anexados à entrega

Em modo completo, o SinergIA pode exigir cobertura de testes definida (por exemplo, ≥ 80%). Para médio porte em modo essencial, esse número pode ser meta progressiva, ajustada por criticidade e viabilidade técnica.


Comprovar que a entrega atende ao negócio, à especificação, aos testes, à qualidade e às restrições.

ItemEvidência
Histórias entreguesLista de HNU/HI/HUX/etc.
Requisitos vinculadosMatriz de rastreabilidade
Critérios de aceiteChecklist de aceite
Casos de testeRelatório de execução
Evidência funcionalPrints, vídeos, logs ou registros
Qualidade técnicaRelatório Sonar/lint/testes
SegurançaScan aplicável
Dados pessoaisChecklist PDP atualizado
PendênciasLista de débitos técnicos e riscos
AceiteRegistro do validador de negócio

Uma entrega não deve ser aceita apenas porque “funciona visualmente”. Deve ser aceita porque:

necessidade → requisito → história → implementação → teste → evidência → validação

Garantir que a entrada em produção seja controlada, rastreável e reversível.

ItemConteúdo
Plano de releaseEscopo, data, responsável, riscos
Checklist de produçãoBuild, testes, segurança, backup, rollback
Plano de rollbackCritério e procedimento
ObservabilidadeLogs, métricas, alertas
Registro de mudançaVinculado ao ITSM
ComunicaçãoUsuários, suporte, área demandante
Evidência pós-deployLogs, monitoração, smoke tests
FinalidadeProdutos
CI/CDGitHub Actions, GitLab CI, Azure Pipelines, Jenkins
Infraestrutura como códigoTerraform, OpenTofu, Ansible
ContainersDocker, Kubernetes, OpenShift
ObservabilidadeGrafana, Prometheus, Elastic, OpenTelemetry
ITSMGLPI, Jira Service Management, ServiceNow, BMC Helix
Gestão de mudançasITSM institucional, CAB, workflow de mudanças

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