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Camadas 3 e 4 — Problemas reais e governança SinergIA (S)

Riscos recorrentes em projetos de software: especificação incompleta, retrabalho, decisões não registradas, baixa rastreabilidade, falhas de qualidade e dependência de conhecimento individual.

RiscoImpactoProbabilidadeSeveridade
Specs ambíguasRetrabalho e atrasos de sprintsAltaCrítica
Fuga de bugs para produçãoIndisponibilidade; perda de confiança; multas; impacto em cidadãosMédiaCrítica
Pouca rastreabilidade de decisõesAuditoria comprometida; fragilidade em disputasAltaAlta
Dependência de indivíduosSaída de pessoa-chave gera risco crítico; onboarding lentoAltaAlta

As ordens de grandeza abaixo são citadas em estudos e relatos de projeto de médio porte. Não são metas contratuais — utilize-as apenas para dimensionar perdas evitáveis ao apresentar o framework a patrocinadores.

  • Atraso médio: 8 a 12 semanas (cerca de 20% a 30% da duração total) quando os riscos acima não são mitigados.
  • Custo de retrabalho relevante (desenvolvimento + QA + suporte).
  • Taxa de bugs em produção tipicamente alta sem boas práticas, em comparação a equipes com pipeline maduro.
  • Tempo de resposta a incidentes alto sem observabilidade adequada.

Como o framework SinergIA organiza o uso de IA no desenvolvimento por meio de papéis, artefatos, validações, evidências, controles e supervisão humana.

O SinergIA estrutura o ciclo a partir de pontos de vista complementares. Para a estrutura canônica, ver Os 7 Pontos de Vista e a Estrutura do Framework. De forma simplificada, no contexto deste modelo de aplicação:

Ponto de vistaO que organiza
ESP — EspecificaçãoNecessidades, histórias, regras, critérios de aceite, casos de teste — ver ESP.
ARC — ArquiteturaDecisões técnicas e ADRs — ver ARC.
IMP — ImplementaçãoCódigo, PRs, CI/CD — ver IMP.
QA — QualidadeTestes, cobertura, gates de qualidade — ver QA.
GTI — Governança de TIRiscos, conformidade e segurança — ver Estrutura.
PRO — PrototipaçãoUX/UI e validação rápida com usuários — ver PRO.
PDP — Proteção de Dados PessoaisBases legais, minimização, RIPD — ver PDP.
GDA — Governança de DadosModelo de dados, qualidade e segurança de dados — ver GDA.
SIS — SustentaçãoManutenção, operação e modernização — ver SIS.

Esses pontos de vista cobrem domínios de organização do trabalho e atuam de forma combinada. Eles não são “oito trilhas paralelas e independentes”: a seleção e o peso de cada um dependem do modo de aplicação (Ágil, Essencial ou Completo) e da criticidade — ver Modos de Aplicação.

O SinergIA não permite que a IA tome decisões finais em gates críticos. O escalonamento típico de autonomia é:

FaseAutonomia da IASupervisão humana
EspecificaçãoMédia (gera rascunho)PO/Analista valida e assina baseline
ArquiteturaMédia (propõe)Arquiteto escolhe e assina cada ADR
ImplementaçãoAlta (executa)Tech Lead valida PR; CI/CD verde obrigatório
QualidadeAlta (executa)QA analisa e assina off; IA não aceita por humano
HomologaçãoBaixa (suporta)Usuário de negócio assina aceite de UAT
DeployAlta (pipeline)DevOps/CAB aprova; rollback manual exceto por SLO

Esses níveis se conectam ao princípio de Supervisão humana obrigatória e à matriz mais ampla descrita em Tipos e usos de IA.


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